Parabenizando o atual secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Rural (Obras) Alessandro Aparecido Pinto pelo trabalho já executado na nova gestão municipal, cuja posse ocorreu há apenas três meses, o vereador João Vitor Leite Rabelo (NOVO) aproveitou a presença de Alessandro na sessão ordinária do Legislativo realizada no dia 10 de março de 2025, para fazer questionamentos sobre a decisão do secretário em separar o município em cinco blocos distintos. Ele também questionou sobre a suspensão do fornecimento de cascalho à Prefeitura e o verdadeiro efeito das chuvas sobre as condições de tráfego nas estradas rurais.
Sobre a divisão do município em blocos, João Vitor perguntou se o secretário teria uma média de tempo para a complementação do rodízio de serviços de manutenção a ser desenvolvida em cada um deles, ou seja, de quanto em quanto tempo cada bloco seria atendido, até mesmo para proceder a uma ação preventiva nas estradas, mantendo-as sempre em bom estado. Em resposta, Alessandro informou que, embora ainda esteja constituindo um banco de dados eficiente, a meta é que cada bloco seja atendido, em média, a cada sessenta dias. O secretário revelou sua vontade de acabar com o tradicional patrolamento uma vez por ano. Para tanto, o Poder Executivo está se preparando para agilizar as licitações, com acréscimo de maquinário e contratação de mão de obra, mas grifou que será em cima do banco de dados que terá condições de avaliar a demanda, adequando o tempo com o orçamento e o atendimento.
Sobre a interrupção do fornecimento de cascalho, João Vitor relatou a veiculação da notícia de que o material, que seria fornecido gratuitamente à Prefeitura, não mais seria disponibilizado. Em vista disso, questionou o secretário sobre as possíveis razões da suspensão do fornecimento, decisão que prejudica diretamente a população.
O secretário informou que conversou o proprietário da cascalheira, juntamente com o prefeito Célio Roberto Azevedo (UNIÃO), recebendo dele a confirmação de que o cascalho seria doado à Prefeitura, que gastaria apenas com a retirada e o transporte. No entanto, a cascalheira teria sofrido uma fiscalização, embora sua documentação estivesse totalmente legal, proibindo-a de continuar fazendo a retirada do material. Como alternativa, a Prefeitura estaria realizando uma licitação para passar a adquirir a chamada “brita de bica” junto às pedreiras, que consiste no material que sobra da separação de britas números um e zero. Trata-se do material que sobra da calha, adquirido por preço bastante acessível.
A respeito dos efeitos das chuvas, o secretário disse entender que o principal motivo da deterioração das estradas e ruas da cidade nunca foi a chuva, e sim a falta de planejamento. Lembrou que chuva existe todo ano e que, diante dessa realidade, é preciso que o município faça um bom planejamento, preparando-se melhor a cada ano para o tempo chuvoso, com instalação de manilhas, retirada das enxurradas e adequação de loteamentos. Destacou que hoje se faz um asfaltamento de rua sem uma boca de lobo ou escoamento de água pluvial. Para ele, o que falta é planejamento de longo prazo, não devendo culpar somente as chuvas pelos estragos.