Tendo em vista a tramitação de projeto de lei, de autoria do vereador Gustavo Henrique Oliveira, líder da bancada do PSD, que declara de utilidade pública municipal a Irmandade Santa Bárbara, ocupou a Tribuna Livre, na sessão ordinária do Poder Legislativo de Carmópolis de Minas realizada no dia 28 de setembro de 2026, a senhora Iara Silva Lara, membro daquela instituição.
Iara explicou que o nome Irmandade foi escolhido para fins de registro, sendo uma roça de Candomblé com raízes africanas. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, com história marcada pela fé, tradição e, acima de tudo, pelo compromisso com a comunidade há mais de 30 anos.
Argumentou que, ao longo dos anos, a irmandade não tem sido apenas um símbolo de preservação cultural e religiosa, mas também o propósito do acolhimento espiritual, mantendo a cultura afro-brasileira e a ancestralidade viva. Para além das festividades e da tradição, a irmandade atua diretamente na área social, através de acolhimento espiritual para pessoas que perderam o horizonte, que sofrem com a própria espiritualidade e que não conseguem encontrar forças para seguir adiante a sua vida, atrapalhando diretamente no desenvolvimento pessoal.
De acordo com Iara, a preservação do patrimônio cultural e a manutenção das tradições que fazem parte da identidade do município, têm sido feitas de forma efetiva, amorosa e respeitosa, com grande esforço para devolver a dignidade humana e manter as raízes.
“O reconhecimento como utilidade pública municipal não é um mero selo burocrático”, grifou Iara. Ele é a chave que permitirá à Irmandade firmar parcerias e convênios com o poder público, angariar verbas parlamentares para ampliar, estruturar e permitir o ingresso de novos membros, aumentando os projetos sociais, tendo em vista que hoje a irmandade se encontra instalada em imóvel alugado, com espaço mínimo, sendo necessário restringir o número de visitantes e ingresso de novos membros.
“Votar a favor deste projeto é reconhecer o trabalho de homens e mulheres que se dedicam, todos os dias, a cuidar e zelar da espiritualidade do próximo, mantendo as raízes do Candomblé”, concluiu, pedindo a cada um dos vereadores o voto favorável à proposta.
Propositor do projeto de lei, Gustavo disse ser uma honra contribuir com a Irmandade, desejando prosperidade nas ações e continuação do seu importante trabalho espiritual, com reconhecidas finalidades sociais. E destacou que, com o título de utilidade pública, um novo horizonte de possibilidades e realizações se abrirá para a instituição.
Os vereadores presentes também se manifestaram sobre o tema. A íntegra dos pronunciamentos pode ser acessada na gravação da sessão, em áudio e vídeo, disponível no site da Câmara.

