Em evento realizado no dia 06 de setembro, foram lançados em Carmópolis de Minas os livros “Passar inteira pelo buraco da agulha” – poesias da escritora carmopolitana Cacá Silveira e “Crônicas das memórias vivas” – narrativas sobre o patrimônio cultural de cidades mineiras, do qual ela também participa. O acontecimento cultural contou com a presença do vereador Gilberto Arnaldo de Freitas (PSD), que registrou o fato na sessão ordinária da Câmara Municipal do dia 8 de setembro de 2026.
De acordo com Gilberto, no livro de crônicas, Cacá escreve com foco na Praça dos Passos, patrimônio histórico de Carmópolis de Minas, texto que merece ser lido por todos os carmopolitanos. Já o de poesias é o primeiro totalmente escrito por Cacá. Em vista disso, Gilberto informou que deverá apresentar um voto de aplauso para a escritora, que engrandece o nome do município por meio da literatura.
Além de Carmópolis de Minas, o livro de crônicas abrange as cidades de Barão de Cocais, com textos de Marceli Soares; Carmo da Mata, com textos de Júnia Paixão; Divinópolis, com textos de Regina Morais, Sarah Rodrigues e Savannah Macêdo; Itapeceria, com textos de Aline Tavares, Cidinha Ribeiro, Denise Arantes e Elizabeth Tavares.
Cacá Silveira (Maria do Carmo Rabelo Silveira) nasceu em 1986, é mulher, mãe, graduada em História e trabalha com arquivos. Quando já não podia mais viver somente de histórias reais e de documentos oficiais, começou a fazer literatura. Encontrou na escrita sua forma de existir no mundo. Tem poemas e contos publicados em revistas literárias, coletâneas, e no perfil do Instagram. Integra o Coletivo Viera Verbo, o Coletivo Sobreviventes e a equipe de poetas do portal Fazia Poesia.
No livro “Crônicas das memórias vivas”, ela é autora do texto “Uma turista no tempo”, no qual focaliza a Praça dos Passos, onde encontram-se dois bens imóveis como patrimônio cultural municipal: a Escola Municipal Américo Leite e a Capela dos Passos, além de ser palco de várias manifestações culturais ao longo dos anos. Em sete capítulos, ela descreve: “Um dia comum na Praça dos Passos”; “O espanto da viagem”; “A cada volta uma década”; “Luzes, cores, sons e movimento”; “A efígie do Pau D’óleo volta bem ao centro”; “Viajando rumo ao novo milênio” e “De volta ao presente”.
Já no início do livro de poesias, sua primeira publicação solo, ela justifica os poemas que vêm a seguir, afirmando: “passar inteira pelo buraco da agulha / costurar terra / com fio de mar / honrar meus avessos / perder a ponta da meada / e depois encontrá-la / no palheiro.

