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Terça, 10 Fevereiro 2026

Presidente do CMDCA questiona falta de monitores na rede de ensino

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Falando na Câmara Municipal de Carmópolis de Minas, no espaço dedicado à “Tribuna Livre”, durante a sessão ordinária do Legislativo realizada no dia 9 de fevereiro de 2026, a ex vereadora e atual presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Whatiffa Francielly dos Santos Nogueira, questionou a falta de monitoras na creche, na educação infantil e no ensino fundamental do município, prejudicando o acolhimento, o respeito e a inclusão das crianças matriculadas.

Whatiffa disse que subia à tribuna não apenas como presidente do Conselho, mas como alguém que tem escutado, dia após dia, o choro silencioso de muitas mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDH) e outras necessidades especiais. Mães que começaram o ano letivo cheias de esperança, acreditando que seus filhos seriam acolhidos, respeitados e incluídos, e que, infelizmente, estão vivendo o oposto disso.

Ressaltou que essas mães estão deixando seus filhos nesses estabelecimentos sem o acompanhamento de monitoras, mesmo sabendo que eles precisam desse apoio para aprender, se desenvolver e, acima de tudo, se sentirem seguros.

“Nenhuma mãe dorme tranquila, sabendo que seu filho pode não estar sendo compreendido. Nenhuma mãe se sente em paz, quando precisa escolher entre trabalhar ou ficar na escola, porque o filho não tem o suporte necessário”, afirmou.

De acordo com Whatiffa, a justificativa apresentada pelo município tem sido a falta de estagiários para contratação, mas isso não pode ser maior que o direito da criança. Afirmou que as mães não estão pedindo favor, mas que seus filhos sejam vistos, respeitados e incluídos. “Essa situação, infelizmente, já era previsível. O Poder Executivo tinha conhecimento que os contratos dos monitores estavam próximos do vencimento, uma vez que a legislação não permite a prorrogação além do prazo máximo de dois anos”, observou a dirigente.

Lembrou ainda que, quando uma criança fica sem o acompanhamento, não é apenas o aprendizado que fica afetado, é a autoestima, a segurança emocional, a confiança no mundo. E quem sente isso todos os dias são as mães, que carregam essa angústia para suas casas. De acordo com ela, o CMDCA não pode se calar, pois seu papel é proteger, defender e dar voz. E hoje essa voz é dessas mães.

Whatiffa fez um apelo humano e urgente aos poderes Executivo e Legislativo, para que a situação seja resolvida com prioridade. “Cuidar das nossas crianças é um dever coletivo. Acolher essas mães é um gesto de justiça. Garantir inclusão não é um favor, é um direito”, concluiu.

O presidente do Legislativo, vereador Claudinei Vicente da Silveira (REDE), agradeceu a participação de Whatiffa na Tribuna Livre, onde o povo exerce sua voz.

Também falaram a vereadora Tirzah Teixeira de Freitas (NOVO) e os vereadores João Vitor Leite Rabelo, líder da bancada do NOVO; Fernando Luis Rabelo Lebron, líder da bancada do REDE; Marcelo de Freitas dos Reis, líder do governo e da bancada do UNIÃO; Gustavo Henrique Oliveira, líder da bancada do PSD; Alex Enfermeiro ( NOVO); Sérgio Damião Morais, líder da bancada do PL e Gilberto Arnaldo de Freitas (PSD). A íntegra dos pronunciamentos pode ser acessada na gravação da sessão, em áudio e vídeo, disponível no site da Câmara.